terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O amor


O amor é uma coisa que acho que jamais entenderei.
É perfeita a sensação de frio na barriga, mas é a pior do mundo a sensação de que jamais verei você de novo.
Um aperto que me mata a alma, me consome o corpo e me aflige o coração.
Aquele arrepio que senti no primeiro momento em que te vi repete-se a cada vez que penso em você. Multiplica-se a cada vez que sonho com você.
Um sorriso, por mais breve que seja, é a melhor sensação, a melhor lembrança que posso guardar.
Mas será que quero apenas guardá-las? Por que não posso sentí-las, não posso vivê-las?
Lembranças são o que você deixa nas pessoas, não o que quero ter de você.
Ah, o amor!
Algo perfeitamente incompreensível para mim.
Acredito que ele não foi feito para entender, mas para sentir.Mas será que entendendo-o não ajuda a senti-lo de uma forma mais verdadeira e menos ambígua, duvidosa?
Seu cheiro, seu olhar, seu calor, seu sorriso, sua voz. Tudo parecia tão perfeito até
que a dúvida paira sobre meu coração.
O amor não é um favor, uma condição, é um dom, concedido apenas àqueles que se dedicam sobre e apesar de todas as coisas...

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